sábado, 16 de fevereiro de 2008

SAÚDE

Seria cômico se não fosse trágico. Refiro-me aos médicos que foram preparados para curar pessoas e às vezes estão mais doentes que os seus pacientes.
Numa observação superficial percebemos o estresse absorvidos dos pacientes e familiares em querer prioridade absoluta nos atendimentos.
Outra causa que podemos citar é o alto esforço investido para passar no vestibular, estudar seis anos para a graduação e depois mais três ou quatro anos de residência médica.
O início do trabalho quase sempre é nos plantões com carga horária de 12 horas por turno, baixa remuneração e para conseguir uma renda compatível com seu status precisa trabalhar no mínimo 60 horas semanais, ou seja, 30% a mais que os operários com pouca ou quase nada de qualificação.
Mas eles também têm sua parte de culpa. São desunidos e aceitam qualquer oferta de emprego para não diminuir seus rendimentos e quando reivindicam direitos é porque já chegaram ao limite da resistência humana.
Tudo isso para honrar a promessa feita por ocasião da colação de grau. Só que falta a contrapartida de quem deveria prover as condições ideais de trabalho do médico.

Nenhum comentário: